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O "mágico" que tudo faz desaparecer

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O regulador português anda a preocupar-me nos últimos dias. E não é só por causa das tropelias do seu Governador, a própria instituição parece estar a transformar-se num enorme, gigantesco diria, “buraco negro”. Explico porquê. Há muito que me causa espanto ninguém – nem mesmo os Senhores Deputados – saber do paradeiro do já famoso relatório da autoavaliação do BdP, feito com o apoio da Boston Consulting Group e que terá custado quase um milhão de euros. Mas há mais. No pico do verão do ano passado ficámos a saber que o BdP tinha aberto um processo disciplinar a um colaborador seu por suspeitas de   insider trading   relacionado com ações do antigo BES. Vários meses depois, nada sabemos sobre a investigação que começou na CMVM e acabou no Ministério Público. Mais um caso que deve estar no imenso “buraco negro” que é hoje em dia o BdP.   Vamos parar para pensar: é no regulador que estava colocada uma figura próxima do atual Governado...

Carlos Costa: o guru das ‘offshores’ que virou analfabeto?

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Volto hoje ao tema do meu velho conhecido Carlos Costa, o mais bem penteado de Lisboa e arredores. Ando há dias a remoer com isto: afinal o atual Governador do Banco de Portugal é ou não um dos nossos maiores especialistas em ‘offshores’? Ele diz que não, aliás jura a pés juntos, mas eu bem me lembro que nos inícios dos anos 2000, o atual Governador era diretor para a área internacional do BCP e ficou muito conhecido por estar envolvido num dos casos mais picantes da nossa alta finança. Ou seja, aquilo que Carlos Costa hoje pratica e apregoa como sendo um exemplo de boas práticas nesta matéria, é exatamente o oposto que fazia enquanto alto quadro do BCP. Só que anda tudo muito esquecido com isto. Porque será? O atual Governador do BdP autorizou um total de cerca de 300 milhões de euros a ‘off-shores’ sem qualquer tipo de colateral. Como? Do meu arquivo em papel – que ando a digitalizar aos poucos com a ajuda da Pureza, que percebe muito melhor que eu destas modernices – c...

O Governador que “assassinou” a Rioforte

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Parece que a televisão do Chico Balsemão lançou uma nova reportagem sobre a colocação de papel comercial da Rioforte em clientes do BES e, inclusivamente, também diz que o Governador do BdP estava a par de tudo. Ficou claro que Carlos Costa sempre foi parte ativa no acompanhamento da gestão do Ricardo – que não vejo há anos. Mais, quando colocado perante a decisão de ter que se pronunciar sobre o novo governance , nada quis fazer. O nosso bonacheirão Carlos Costa até foi ao extremo de introduzir o incrível mecanismo de ring fencing no esquema, não permitindo assim o aumento de capital que estava previsto para a Rioforte. De sublinhar que este mecanismo foi o verdadeiro ‘coveiro’ do GES e não a gestão do Manuel Fernando e do Comandante, há vários anos os dois homens-fortes de toda a área não financeira dos Espírito Santo. Uma vez estava eu na Suíça com a Pureza e lembro-me bem de os ter visto no hall do hotel onde por acaso também estávamos. Quando falei ao Comandante, ele disse-...

Governador "esconde" relatório da Boston

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O Banco de Portugal contratou, a 18 de Fevereiro de 2015, uma conhecida consultora internacional, a Boston Consulting Group, para fazer "consultoria estratégica". Há dias fui ter com o meu grupo e não se falava de outra coisa! Então o Senhor Governador Carlos Costa não sabe que não se escreve "consultoria", mas sim "consultadoria"? Ó Carlos, isso nem parece seu, tão bem penteado e arranjadinho e depois dá erros deste calibre? Nem o jornalista caixa de óculos que lhe escrevia editoriais encomiásticos no Diário Económico  o salva deste vexame? Bom, vamos ao conteúdo porque os meus amigos deram-me o "sumo" todo. Na data que referi o Governador do BdP adjudicou - por ajuste direto - um contrato para "aquisição de serviços" considerados estratégicos pelo regulador pela módica quantia de 910 mil euros (mais IVA). Até ao dia de hoje, e já estamos em 2018, não se conhecem as conclusões do estudo dos especialistas norte-americanos. Segundo ...

Uma nova Inquisição

Tenho tido a minha mente assoberbada por pensamentos ligados à esfera financeira nos últimos dias. Falo com pessoas do 'antigamente', reúno-me com o meu grupo e, por mero acaso, fui cortar o cabelo e... a coisa ainda piorou. Então não é que o meu barbeiro de sempre costuma cortar o cabelo a gente bem informada e de repente acabamos a falar de pessoas que ambos conhecemos e estimamos. Uma delas, Ricardo Salgado, antes sobejamente conhecido como "o dono disto tudo", entretanto envolvido num megaprocesso que para o comum dos mortais está a ir num determinado sentido que algum poder político deseja, que alguns jornalistas anseiam e que certo poder judicial torce... Só que afinal a verdade, a mais pura das verdades, é que o sentido tem sido o inverso. Como assim? Já explico. Ainda no mês passado, no dia 16, o Ricardo teve uma vitória retumbante na Justiça, uma vitória que nem eu achava possível e que vi passar muito de relance nos media portugueses. Pus-me a ver e a faz...