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Banco de Portugal violou Princípio da Igualdade

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Isto há coisas que definitivamente não se percebe. Então, Machado da Cruz assumiu a “inteira e exclusiva” responsabilidade pelo desequilíbrio das contas da ESI e não foi constituído arguido pelo BdP ou pelo tribunal da Concorrência? Mais, Manuel Fernando Espirito Santo era o administrador responsável pelo ramo não financeiro do GES e não é constituído arguido? Isto porque, Manuel Fernando também era membro do Conselho Superior e do próprio conselho de administração do BES. No fim, o único arguido foi Ricardo Salgado. Isto é a Justiça? Um grande amigo meu, que é uma grande figura da democracia portuguesa enviou-me alguns excertos que provam o desnorteio do processo do BdP e que passo a citar: “Em duas reuniões que teve com a Comissão de Auditoria da ESFG (finais de Março de 2014 e no início de Abril de 2014), Francisco Machado da Cruz assumiu a existência de “ erros de reporte ”, pelos quais assumiu “inteira e exclusiva” responsabilidade, conforme resulta de  fls. 196 do Anex...

Machado da Cruz: 14 versões produziram uma sentença

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No passado fim de semana, fui ao cinema com a minha Pureza, ver aquele filme “fresco”, as “As 50 sombras de Grey livre”. Ainda que o filme tivesse piada, com todo aquele enredo, uma coisa não me sabia da cabeça, as 14 versões do Machado da Cruz sobre a ESI e Rio Forte ao Banco de Portugal. Ora, depreendemos que das 14 versões, o Banco de Portugal teve que escolher pelo menos uma das versões e adaptá-la à sua “causa”. Há apenas um adjetivo que define esta situação: Surreal.  Isto para situar o leitor, estou a escrever sobre o processo relativa à s uposta decisão final proferida por este Tribunal de 1ª Instância, que aplicou a Ricardo Salgado uma coima, em cúmulo jurídico, de € 3,7 milhões e sanções acessórias. De referir ainda que, “a decisão final condenatória que havia sido proferida pelo Banco de Portugal, na fase administrativa dos presentes autos, contra o ora Recorrente assentou,  de forma absolutamente essencial , numa testemunha rainha:  Francisco Machado ...

"Resolução ao BES foi uma solução catastrófica"

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Na semana passada, estava ali na Garrett com a Pureza, no Estoril, a folhear o semanário do Chico Balsemão, quando vejo uma entrevista do meu caro amigo Pedro Rebelo de Sousa. Para meu espanto, o irmão do Presidente da República, afirmou categoricamente que a Resolução ao BES foi uma solução destruidora do sistema. Pois bem, tinha ficado com a sensação que já o tinha visto a afirmar exatamente o contrário.  Isto porque, o meu caro amigo Pedro Rebelo de Sousa, foi administrador do Haitong (ex-BESI), 2 anos pós Resolução. Logo a seguir à saída intempestiva do Zé Maria Ricciardi. Será que só depois da sua passagem pelo Haitong mudou a sua opinião acerca do lado obscuro da Resolução. Se bem me lembro, a saída do Pedro do Haitong coincidiu com um período muito conturbado dentro do banco, que se  preparava para avançar com um aumento de capital de cerca de 340 milhões de euros e a que se juntou, a conversão em capital social de um instrumento financeiro subordinado de 80 mi...

Lone Star aposta na maximização das provisões

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Esta semana tive acesso a uma informação que me deixou, mais uma vez, extremamente preocupado. Então, parece que as três palavras de ordem dentro do Novo Banco são: provisionar, provisionar e provisionar. Ao que parece, o Lone Star deu instruções para maximizar o provisionamento, de forma a utilizar o maior valor possível da Garantia contratada com o Fundo de Resolução. Em termos teóricos, a recuperação futura de créditos já provisionados, reverterá para o Fundo de Resolução, contudo, o dinheiro, entretanto, já está do lado do Banco. Assim sendo, e uma vez que a responsabilidade da recuperação de crédito está do lado do Fundo de Resolução, o Novo Banco pouco ou nada fará para recuperar o capital. A maior parte da estratégia de recuperação, assentaria no esforço de apoio ao “turnaround” de empresas consideradas viáveis, mas com algumas dificuldades de tesouraria. Todavia, o que ficou claro, é que o Lone Star, beneficiário da garantia do Fundo Resolução, não está interessado...

Americanos vendem Novo Banco até 2020

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Soube nestes últimos dias que os americanos da Lone Star, querem alienar a sua participação no Novo Banco em 2020. Mais, as informações que o mercado disponibiliza, traduzem bem a estratégia agressiva por parte da Lone Star. Segundo o semanário “Expresso”, que divulgou uma conversa com um administrador de um banco que pediu o anonimato, onde afirma que “o resultado das contas agora apresentadas, dão nota de que há uma transferência de valor clara de Portugal para o estrangeiro. O Fundo Lone Star investiu 1000 milhões de euros para ficar com 75% do capital do Novo Banco e em menos de 6 meses já está a cobrar 752 milhões de euros do Fundo de Resolução.” Mais, este mesmo Fundo, estará amarrado ao Novo Banco durante oito anos, por outro lado, os americanos poderão vender o o banco dentro de três anos. E para o fazer precisa de o limpar. Querem desfazer-se o mais rapidamente dos ativos improdutivos que estão por conta do Fundo de Resolução para com isso ir entrando mais dinheiro sem q...

Lone Star desvaloriza escandalosamente o GNB Vida em 500 milhões

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O GNB Vida, tinha sido avaliada em 31 de agosto de 2014 (pós resolução) entre 653,2 milhões de euros e 700,2 milhões de euros e depois numa segunda avaliação datada de 31 de outubro de 2015, entre 632,7 milhões de euros e 711,1 milhões de euros, avaliações realizadas pelo Haitong e aceites pela PWC por decisão do Banco de Portugal. Mais, foi efetuada outra avaliação da Companhia, em 31 de outubro de 2015, com o aumento de 11 milhões de euros face à anterior avaliação. Então o Carlinhos “o penteadinho” primeiro aceita a avaliação de 711 milhões de euros, mas depois reconhece que os 250 milhões de euros pela companhia pode ser um bom preço!  Podemos tirar algumas conclusões sobre esta depreciação. Em primeiro lugar esta depreciação pode muito bem significar uma pressão para uma alienação rápida do capital da companhia. Em segundo lugar, por uma redução significativa nas perspetivas de negócio futuro, ou seja, a GNB Vida apresentou, no primeiro semestre de 2014, um volume...

Obtenção de lucro com base em atividade criminosa

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Tudo indica que desta vez estão todos de acordo no que diz respeito à divulgação dos interrogatórios por parte do canal do Chico Balsemão. Porém, fiquei muito preocupado quando apenas registei um pequeno comunicado da ERC relativamente a este ato em concreto. Então uma empresa viola continuamente os termos da concessão e a Autoridade competente não intervém? Esta situação é também extensível ao Ministério Público, isto porque, toda a gente repudiou o ato e porque efetivamente é um crime! Com a agravante da continuação da atividade criminosa aos olhos de todos sem que ninguém intervenha! É surreal!  Até os nossos constitucionalistas, como Bacelar Gouveia vêm a público afirmar que:  "É necessário proteger o direito à privacidade e à imagem, pelo que este género de práticas, não sendo necessárias para o exercício da liberdade de imprensa, ofendem os direitos dos arguidos e não acrescentam nada à informação dada ao público(in DN)". Já Taborda da Gama afirmou que consid...