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KPMG estava confortável com as contas apresentadas pelo BES

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A Garantia Soberana de 5,7 mil milhões de dólares avançada pelo Executivo angolano, caiu devido à decisão de Carlos Costa em resolver o BES. Ao contrário do que se tem dito por aí, que foi por falta de confiança, o Banco Nacional de Angola foi obrigado a intervir uma vez que o BdP optou por fazer desaparecer o BES. Ou seja, não havia nada que o regulador angolano pudesse fazer face à estratégia do Banco de Portugal em fazer desaparecer o BES. Mais uma vez, o BdP, de uma forma unilateral, não reflectiu sobre os efeitos colaterais que a as suas decisões poderiam vir a ter a nível internacional. Tal como a minha Pureza normalmente afirma, não fosse isto já suficientemente grave, agora, ficar a saber disto através da opinião de Sikander Sattar, auditor de referência, é que é de bradar aos céus. Talvez tivesse melhor concertar a medida de resolução com as demais entidades reguladoras internacionais, de forma a antecipar impactos que poderiam vir a ser prejudiciais à estratégia do...

A triarquia que está a “matar” a maior coleção de fotografia nacional

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A maior coleção de fotografia em Portugal, que pertencia ao antigo BES, foi alvo de um “ataque” por negligência. Ao que parece, um colaborador sem qualificações da Esegur, fez disparar inadvertidamente o sistema anti-incêndios, libertando um pó branco que acabou por danificar cerca de 20 obras fotográficas. Sendo que, o valor total da coleção possa ascender aos 20 milhões de euros. Como se não bastasse o NovoBanco autorizar colaboradores sem qualificações manusear obras deste calibre, não respeitando o protocolo para a preservação do património cultural e artístico assinado com o Estado, vem agora a Tranquilidade dizer que o sinistro foi comunicado tardiamente e que as duas apólices da Esegur, não dispunham das coberturas necessárias apontando também a falta de informação na descrição das peças que constituem a maior coleção fotográfica nacional. Mais, parece que os seguros do NovoBanco associados ao património artístico e cultural também teriam falhas. Isto é de uma irrespo...

Banco de Portugal violou Princípio da Igualdade

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Isto há coisas que definitivamente não se percebe. Então, Machado da Cruz assumiu a “inteira e exclusiva” responsabilidade pelo desequilíbrio das contas da ESI e não foi constituído arguido pelo BdP ou pelo tribunal da Concorrência? Mais, Manuel Fernando Espirito Santo era o administrador responsável pelo ramo não financeiro do GES e não é constituído arguido? Isto porque, Manuel Fernando também era membro do Conselho Superior e do próprio conselho de administração do BES. No fim, o único arguido foi Ricardo Salgado. Isto é a Justiça? Um grande amigo meu, que é uma grande figura da democracia portuguesa enviou-me alguns excertos que provam o desnorteio do processo do BdP e que passo a citar: “Em duas reuniões que teve com a Comissão de Auditoria da ESFG (finais de Março de 2014 e no início de Abril de 2014), Francisco Machado da Cruz assumiu a existência de “ erros de reporte ”, pelos quais assumiu “inteira e exclusiva” responsabilidade, conforme resulta de  fls. 196 do Anex...

Machado da Cruz: 14 versões produziram uma sentença

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No passado fim de semana, fui ao cinema com a minha Pureza, ver aquele filme “fresco”, as “As 50 sombras de Grey livre”. Ainda que o filme tivesse piada, com todo aquele enredo, uma coisa não me sabia da cabeça, as 14 versões do Machado da Cruz sobre a ESI e Rio Forte ao Banco de Portugal. Ora, depreendemos que das 14 versões, o Banco de Portugal teve que escolher pelo menos uma das versões e adaptá-la à sua “causa”. Há apenas um adjetivo que define esta situação: Surreal.  Isto para situar o leitor, estou a escrever sobre o processo relativa à s uposta decisão final proferida por este Tribunal de 1ª Instância, que aplicou a Ricardo Salgado uma coima, em cúmulo jurídico, de € 3,7 milhões e sanções acessórias. De referir ainda que, “a decisão final condenatória que havia sido proferida pelo Banco de Portugal, na fase administrativa dos presentes autos, contra o ora Recorrente assentou,  de forma absolutamente essencial , numa testemunha rainha:  Francisco Machado ...

"Resolução ao BES foi uma solução catastrófica"

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Na semana passada, estava ali na Garrett com a Pureza, no Estoril, a folhear o semanário do Chico Balsemão, quando vejo uma entrevista do meu caro amigo Pedro Rebelo de Sousa. Para meu espanto, o irmão do Presidente da República, afirmou categoricamente que a Resolução ao BES foi uma solução destruidora do sistema. Pois bem, tinha ficado com a sensação que já o tinha visto a afirmar exatamente o contrário.  Isto porque, o meu caro amigo Pedro Rebelo de Sousa, foi administrador do Haitong (ex-BESI), 2 anos pós Resolução. Logo a seguir à saída intempestiva do Zé Maria Ricciardi. Será que só depois da sua passagem pelo Haitong mudou a sua opinião acerca do lado obscuro da Resolução. Se bem me lembro, a saída do Pedro do Haitong coincidiu com um período muito conturbado dentro do banco, que se  preparava para avançar com um aumento de capital de cerca de 340 milhões de euros e a que se juntou, a conversão em capital social de um instrumento financeiro subordinado de 80 mi...

Lone Star aposta na maximização das provisões

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Esta semana tive acesso a uma informação que me deixou, mais uma vez, extremamente preocupado. Então, parece que as três palavras de ordem dentro do Novo Banco são: provisionar, provisionar e provisionar. Ao que parece, o Lone Star deu instruções para maximizar o provisionamento, de forma a utilizar o maior valor possível da Garantia contratada com o Fundo de Resolução. Em termos teóricos, a recuperação futura de créditos já provisionados, reverterá para o Fundo de Resolução, contudo, o dinheiro, entretanto, já está do lado do Banco. Assim sendo, e uma vez que a responsabilidade da recuperação de crédito está do lado do Fundo de Resolução, o Novo Banco pouco ou nada fará para recuperar o capital. A maior parte da estratégia de recuperação, assentaria no esforço de apoio ao “turnaround” de empresas consideradas viáveis, mas com algumas dificuldades de tesouraria. Todavia, o que ficou claro, é que o Lone Star, beneficiário da garantia do Fundo Resolução, não está interessado...

Americanos vendem Novo Banco até 2020

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Soube nestes últimos dias que os americanos da Lone Star, querem alienar a sua participação no Novo Banco em 2020. Mais, as informações que o mercado disponibiliza, traduzem bem a estratégia agressiva por parte da Lone Star. Segundo o semanário “Expresso”, que divulgou uma conversa com um administrador de um banco que pediu o anonimato, onde afirma que “o resultado das contas agora apresentadas, dão nota de que há uma transferência de valor clara de Portugal para o estrangeiro. O Fundo Lone Star investiu 1000 milhões de euros para ficar com 75% do capital do Novo Banco e em menos de 6 meses já está a cobrar 752 milhões de euros do Fundo de Resolução.” Mais, este mesmo Fundo, estará amarrado ao Novo Banco durante oito anos, por outro lado, os americanos poderão vender o o banco dentro de três anos. E para o fazer precisa de o limpar. Querem desfazer-se o mais rapidamente dos ativos improdutivos que estão por conta do Fundo de Resolução para com isso ir entrando mais dinheiro sem q...