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Demita-se Senhor Governador

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Uma história de destruição. Este poderia bem ser o título que carateriza o mandato de Carlos Costa à frente do Banco de Portugal. Entre decisões e omissões, o Governador do Banco de Portugal já custou milhares de milhões de euros à economia portuguesa e ainda assim, continua lá no seu poleiro, decidindo e omitindo. Mais, Carlos Costa foi nomeado por José Sócrates, tendo sido colega de Armando Vara ainda na CGD. Foi ainda responsável pelo maior buraco da CGD, com os créditos transferidos para o banco da CGD em Espanha. Já depois desta telenovela, faz-se o “melhor amigo” de Pedro Passos Coelho e de Maria Luís Albuquerque que acabariam por reconduzi-lo para um novo mandato à frente do BdP. É surrealista.  No universo BCP, Carlos Costa autorizou um total de cerca de 300 milhões de euros a ‘off-shores’ sem qualquer tipo de colateral. Homens como Jorge Jardim Gonçalves ou Joe Berardo já o disseram por diversas ocasiões, e em diferentes fora , Carlos Costa era à data um “expert” n...

“Pourvu que ça dure”

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Letizia Bonaparte, mãe de Napoleão Bonaparte, foi muitas vezes ouvida a dizer alegremente: “pourvu que ça dure”; basicamente era uma forma de dizer, é melhor aproveitar (as vitórias) enquanto dá! Ou em bom português, enquanto o pau vai e vem, as costas folgam. Agora perguntar-me-ão o porquê destas analogias históricas? É muito simples. 3 mil milhões de euros que desapareceram do BESA, ao que tudo indica pelas mãos de Álvaro Sobrinho. E, enquanto as entidades, supervisores e órgãos de soberania de Portugal e Angola andam “distraídos” com outras batalhas dentro na mesma guerra, Sobrinho esbanja centenas de milhões em Portugal e Angola. Para já, sabemos que as coisas na Ilha Maurícia e Reino Unido se complicaram muito, só mesmo Lisboa e Luanda continuam a olhar para o lado. É gastar enquanto dá.  Entretanto, na sede do Banco de Portugal, Carlos Costa decide responsabilizar a antiga administração do BES pelo desaire do BESA, banco de direito angolano. Depois de ter sido prov...

Da irracionalidade e irresponsabilidade operacional de Carlos Costa à fuga de 35 mil milhões de euros da economia portuguesa

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O período entre a divulgação do ETRICC2 e a resolução ao BES, foi caracterizado pelo processo mais desordenado, incoerente e irresponsável da história da economia moderna portuguesa. Já sabemos agora que haviam dúvidas, não só no universo Espirito Santo, mas também no restante sector bancário nacional. E por isso, o Banco de Portugal encomenda à PWC o ETRICC2. No que concerne ao GES e, como o exercício concluiu que a atividade operacional das suas subsidiárias iria gerar cash flow que permitiria atingir em 2023, um nível de endividamento aceitável, o governador do Banco de Portugal, resolveu a 29 de outubro de 2013 impôr uma série de medidas, entre as quais o ring-fencing (proteção (ring-fencing) do grupo financeiro face aos riscos emergentes do ramo não financeiro do GES), que acabaria por liquidar toda a estratégia de viabilização do grupo. Ou seja, assente em informações de terceiros, o Banco de Portugal, não deixou, por e simplesmente, que fosse viabilizada toda estratég...

O triângulo “circunstancial” Carlos Alexandre, Orlando Figueiras e os Vistos Gold

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O homem que sempre afirmou não ter amigos e que no fundo, segundo ele próprio é apenas “um saloio de Mação”, afinal tem amigos. E dos bons. Daqueles que emprestam dinheiro e que apoiam quando realmente necessitamos. O grande problema, é que o amigo de Carlos Alexandre, Orlando Figueira acabaria por ser condenado por corrupção e com uma pena de prisão efectiva. Ainda mais ridículo, o facto de Carlos Alexandre na altura, ser o Juiz responsável pelo processo dos Vistos Gold e Orlando Figueira, pouco tempo depois, é contratado como advogado do angolano Eliseu Bumba no mesmo processo. Ainda que circunstancial, o mesmo juiz já decretou prisão preventiva a muitos arguidos por muito menos. Entre mortos e feridos, Carlos Alexandre nunca pediu escusa neste processo. Mais grave ainda, as histórias de Orlando Figueira e Carlos Alexandre não coincidem. O juiz inquirido sobre o empréstimo afirmou que o empréstimo seria para umas obras em Mação, por outro lado, Orlando Figueira afirmou que s...

“Os Lesados do Banco de Portugal”

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O Jornal Económico avançou hoje com a manchete que o Fundo dos Lesados do BES exige 9 mil milhões aos gestores e auditores do banco, ora, analisando o artigo em concreto, não é mais que uma grande trapalhada.  O JE mistura a queda do BES com a indemnização aos lesados do papel comercial. Esta nova e tresloucada litigância com o apoio do Governo, além de irresponsável, pretende ilibar quem está efectivamente na génese da queda do Banco Espírito Santo e ao não reembolso do papel comercial, o actual governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. Em primeiro lugar, não há lesados do BES, mas sim do Banco de Portugal. Tal como João Gabriel, autor do livro “A mentira” afirma, existem sim “lesados do Banco de Portugal”, isto porque as provisões relativas ao papel comercial existiam e estavam no BES, todavia, Carlos Costa autorizou a transferência destas provisões para o Novo Banco. E o mais engraçado, é que os próprios lesados afirmaram no ano passado que “que o Novo Banco ...

A fórmula de sucesso de Carlos Costa em Espanha: “2x3x2= 800 milhões em perdas”

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Nas últimas semanas, o actual governador do Banco de Portugal tem estado novamente sob fogo cruzado. A incompetência aliada a uma desresponsabilização atroz, levou Carlos Costa a vir a público defender-se, todavia, não convenceu ninguém. Bom, em primeiro lugar, terei que passar a explicar em que consistia esta brilhante estratégia de Carlos Costa em Espanha. 2x3x2, esta era a tática (recorrendo ao código futebolístico), que o Mister Costa tinha para o antigo Simeon. Duplicar o número de clientes, triplicar os ativos sob gestão e duplicar o balanço.  No fundo, Carlos Costa afirmava que iria gerar valor de 350 milhões de euros para 275 milhões de euros de investimento. Não podemos esquecer que só em 2011, o Banco Caixa Geral transferiu para a sucursal mais de 500 milhões de euros em créditos considerados de muito risco. Este é o resultado do Business Plan elaborado por Carlos Costa em 2005. É uma vergonha! Agora, 14 anos mais tarde, sabemos que a tática do Mister Carlos ...

D. Sebastião ou Amílcar Morais Pires?

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Foi lançado no passado dia 4 de dezembro o livro A mentira, cujo autor foi João Gabriel, ex-assessor de imprensa de Jorge Sampaio e ex-assessor de Amílcar Morais Pires. Obviamente que este livro reflete única e exclusivamente a visão do ex-CFO do BES ainda que explique bem o que se passou nos bastidores da Resolução do BES. Agora, esta figura messiânica, facilmente encaixável em qualquer texto de Homero, nunca existiu dentro do BES.  João Gabriel e Amílcar Morais Pires querem convencer o comum dos leitores que foi traído pelos "patrões", como caracteriza no livro a família Espírito Santo. Os mesmo patrões que durante 28 anos apostaram nele, desde que começou no departamento financeiro  de Mercados e Estudos do banco até chegar à comissão executiva do BES. Acusa de Ricardo Salgado de traição, por não fazer frente a Carlos Costa quando este  demonstrou desconforto com o nome de Morais Pires para Presidente da Comissão executiva do...